quinta-feira, 12 de junho de 2008

MEU IRMÃO

De madrugada
A noite ainda cintilava de estrelas
Destacou-se do bando
E voou
Um voo alto, definitivo, sem retorno
Para lá das últimas cordilheiras
E
Acendeu uma candeia no teto do céu.
Mais uma
Junto a tantas outras
Derramando luz nos nossos caminhos
Recordando quem somos.
Ausência
Tantas ausências
Estalam no meu peito
E
A alma quase verga
Na saudade roendo em cada dia.
Sonho que voa serenamente noutros bandos
Aproveitando os ventos de feição
Esperando por nós.
Um dia, juntos de novo
Voaremos sem pressas
No acolhedor azul infinito.
Um dia…

1 comentário:

Ma Ferreira disse...

Poema triste. Perder alguém sempre é triste. Dor sentida na alma.

A dor da saudade fica no coração e na alma.

Depois a dor passa e fica só a saudade.

De vez enquando volta, não a saudade, a dor.

Bj

Ma