sexta-feira, 30 de julho de 2010

ALDA LARA


A segunda excepção, para um poema que não é meu. Da grande poetisa angolana.

as longas mãos, cobertas de silêncios
e de esperas
acariciam agora, outras mãos,
mais pequenas e mais belas…
e desse contacto tão distante,
que ainda é saudade,
e é já promessa,
nasce a íntima certeza
de que o sangue do meu corpo
corre para o teu,
como uma herança…

estão presas as minhas mãos,
às tuas mãos, criança!
e sobre a ponte frágil
dos nossos dedos confundidos
como cadeias de hera,
se ergue dia a dia
a esperança desta dor
e desta espera…

Alda Lara

2 comentários:

Ma Ferreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ma Ferreira disse...

lindo poema de Alda Lara..achei que fosse seu GED, por isso corrigi meu comentário!!
bj

Ma Ferreira