sexta-feira, 23 de julho de 2010

ANJO

Oiço um anjo respirar no meu ombro
Num sussurro de mil sóis vagabundos
Adivinho-lhe as asas brancas
Fechando-se suavemente em mim
Um rio de águas mornas aquece palavras
Próximo, uma fogueira espreguiça-se
Ardem sem pressa afectos invisíveis
Num rasto sem fim de promessas
Que um dia serão cumpridas
Oiço um anjo respirar no meu ombro
E aquieto-me numa espera serena.

GED

1 comentário:

Ma Ferreira disse...

... assim que deria ser...espera serena..
Nós queremos tudo ao nosso tempo.
Mas o tempo DELE é diferente do nosso.
bj
Ma